
Project Paperclip Inauguração dia 11 às 17h Project Paperclip é a primeira exposição fotográfica a nível mundial a utilizar Augmented Reality (realidade aumentada). O conceito é do criativo português Nuno Serrão e, tenta transportar o visitante para um estado que lhe permita uma mais profunda interpretação das fotografias. Em Project Paperclip, Nuno Serrão para além de captar o momento exibido na fotografia, foi ainda o responsável pela criação da ambiência sonora que as acompanha, fazendo com que o canal de comunicação com o público deixe de ser apenas o nervo óptico e passe a incluir o canal auditivo. O conceito da aplicação Project Paperclip foi criado por Nuno Serrão, o algoritmo e interface, desenvolvido com Yuli Levtov e as soundscapes criadas com alexnoise. A exposição Em anexo:
O conceito de Augmented Reality (realidade aumentada), utiliza um interface digital para permitir a criação de uma ponte entre o nosso universo e um universo digital, criando em tempo real um ambiente misto onde a diferenciação entre as realidades é reduzida. Nesta exposição, isso é conseguido com a utilização de um iPhone, uns auscultadores e uma aplicação colocada à disposição na loja online da Apple.
Para usufruir da exposição na sua plenitude, o visitante que possua um iPhone 3 ou acima, deverá primeiro fazer o download gratuito da aplicação Project Paperclip na AppStore da Apple e, nos locais físicos da exposição, ou na exposição virtual neste site, equipado com auscultadores (quanto melhor a qualidade, mais imersiva será a simulação), liga a aplicação e seguindo os passos indicados, vai activando as ambiências sonoras. O processo é simples, aponte o iPhone para a fotografia e após o scan da mesma, desbloqueará a soundscape criada para a obra em questão.
A experiência é única a cada utilização, pois o algoritmo utiliza variáveis reais para o seu processamento, tais como: a hora do dia, o nível de ruido existente na sala, a sua voz, o movimento e localização do utilizador, entre muitas outras.
Em Project Paperclip, a Guerra Fria é o fio condutor por entre as fotografias e paisagens sonoras. Pode parecer estranho, até bizarro, que o mais perigoso conflito militar da humanidade se torne fonte de inspiração, mas, se é verdade que em nenhum outro momento da nossa história estivemos tão perto da autoextinção, é igualmente verdade que nunca tivemos tão poucos limites impostos à nossa imaginação. Durante este período, a ciência era alimentada pelo financiamento militar e, os cientistas eram estimulados a um nível de inovação e competitividade sem paralelo.
Por entre fotografias paisagísticas e conceptuais e, soundscapes localizadas temporalmente, é-nos transmitido um sentimento de divagação, onde por momentos somos imersos numa realidade paralela, fortemente inspirada pela ciência e curiosidade.
Breve nota biográfica
Nuno Serrão é português, nasceu em 1980 no Funchal, onde reside actualmente. O seu presente, nomeada esta exposição, reflecte o seu passado multidisciplinar. No inícoi dos anos 90 desenvolve uma versão em português do programa “ELIZA” para o ZX Spectrum, um software criado por Joseph Weizenbaum do MIT que simulava a experiencia com um psiquiatra. Até aos 16 foi assumidamente programador e desenvolveu vários softwares em várias linguagens de programação, entretanto surge o design e, alguns anos depois era conciliavava-o com a programação ao desenvolver sites em Macromédia Flash.
Actualmente é designer e director criativo na sua própria agência de publicidade, a urbanistasdigitais e, é lá que continua a desenvolver o design, o web-design, a fotografia, o vídeo e a produção de eventos. A fotografia é o último dos projectos, um desejo antigo, iniciado em Fevereiro de 2010, altura em que adquire a sua primeira câmara DLSR a sério e, começa o seu processo na fotografia.
Q&A com Nuno Serrão
Guerra Fria?
Porque a nível cultural, cientifico, político, e militar, é uma época que sempre me fascinou e, por acreditar que seja uma das mais cruas representações dos nossos melhores e piores momentos como civilização.
Formato?
Nesta exposição a percepção existe para além do se pode ver e, acredito que a experiência criada permitirá ao público deixar-se levar com mais facilidade pela imaginação, transportando-o para uma outra interpretação do momento captado na fotografia.
Project Paperclip?
Conhecendo o contexto da exposição, basta uma pequena pesquisa no Google para chegar ao porquê do título. Encontrar essa resposta fica para os curiosos.
Augmented Reality?
É um conceito que já existe há algum tempo, surgiu com os QR Codes e irá ser parte integrante da nossa vida no futuro, já o é, embora num uso mais localizado e num conceito mais lato. Que eu saiba nunca foi utilizado na fotografia.
iPhone?
Precisava de um interface que nos permitisse fazer a ponte entre o mundo real e as ambiências reactivas que se pretendiam. A forma mais pessoal de o conseguir, é colocar o visitante a utilizar o seu próprio telefone. Tinha a possibilidade de realizar uma de duas hipóteses, Android ou iOS, a solução recaiu na segunda.
Site ofícial da exposição: www.discloseprojectpaperclip.com
Anexo 1, título: “Observers” - Foto da exposição com QR code para utilização na sua publicação. O leitor poderá fazer o download da aplicação e utilizar a mesma para desbloquear a soundscape referente à foto em anexo.
Anexo 2, título: “Dissociative Identity” - Autoretratro do fotografo.
Para mais informações e/ou entrevistas, utilizar os seguintes contactos:
info@urbanistasdigitais.pt
Phone: (+351) 96 5723315
Phone: (+351) 291 625231